Libertas

A madrugada silencia a cidade que revela os sons mais simplórios, 
Perdida em pensamentos não confusos
Sinto cada milímetro de lágrima se formar
Sob a linha dos meus cílios inferiores,
Prontas para rolarem face à baixo.

Em seu ritmo rápido, molhado e salgado,
Dizem: aproveitas, libertas tua alma que de certezas,
Exclama a dor de ver a tua razão falar mais alto. 

Permita-se ouvir a voz do teu íntimo, 
Responder a pergunta que a meses te assombra. 
Queiras ter a plenitude de libertar as lágrimas,
Que por tempos tentaram, 
Mas jamais desceram pelo real motivo. 

Se a tua felicidade é momentânea, 
Agarres, pois a alma que libertas do sofrimento
É a mesma que transformará esta alegria em cotidiana. 
Não segures, apenas deixe brotar e rolar, 
A alma que exclama liberdade,
É a mesma que diz: Não temas, 
chorar não é sinal de fraqueza, 
Mas sim, de purificação.

 (Autora: Brenda Barbosa)

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